quinta-feira, março 5, 2026
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Racha na base governista coloca Cícero Lucena e Adriano Galdino como aliados contra a chapa de João Azevedo

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Disputas por protagonismo em 2026 geram atritos, mas líderes negam racha e defendem diálogo para manter unidade

Da Redação

A base aliada do governador João Azevêdo (PSB) enfrenta tensões crescentes devido às articulações para a formação da chapa majoritária nas eleições de 2026, com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), posicionando-se como pré-candidatos ao governo. Apesar de especulações sobre um racha, ambos negam rompimento e afirmam buscar consenso, enquanto resistem à possibilidade de o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) ser o nome prioritário de Azevêdo para a sucessão.

Cícero Lucena descartou qualquer crise com Azevêdo, enfatizando a continuidade do projeto político estadual e criticando imposições de nomes. “Minha preocupação é um sucessor que dê continuidade ao trabalho. Não é hora de imposições,” afirmou, defendendo critérios objetivos, como pesquisas, para definir a chapa. Ele lidera intenções de voto com 21,1% segundo o Instituto ANOVA, mas evita polemizar com Galdino, destacando: “Quem estiver melhor nas pesquisas terá o apoio do outro”

Adriano Galdino, por sua vez, intensificou críticas à possibilidade de Lucas Ribeiro ser o candidato natural, classificando como “desastrosa” uma fala de Azevêdo que apontava o vice-governador como sucessor. Galdino já avisou que o Republicanos, com a maior bancada estadual e decisivo na eleição de Azevêdo em 2022, merece liderar a chapa. “Se o Republicanos sair, o governo perde,” alertou, sugerindo até três candidaturas da base no primeiro turno.

A possibilidade de Azevêdo disputar o Senado abre espaço para a concorrência interna, mas o governador insiste que a decisão será tomada em 2026, com diálogo e sem imposições. Em 14 de julho, durante agenda em Patos, ele afirmou que pesquisas não serão o único critério, priorizando o consenso. “Na política, não é dois mais dois igual a quatro,” disse, rebatendo Galdino e defendendo a harmonia. A federação PP/União Brasil, que alinha Cícero e Lucas a posições mais à direita, também foi apontada por Galdino como obstáculo, já que ele se apresenta como o único pré-candidato alinhado ao presidente Lula.

Apesar das tensões, não há confirmação de uma aliança formal entre Cícero e Galdino contra Azevêdo. Cícero negou especulações de saída do PP e mantém articulações com lideranças como Hugo Motta (Republicanos) e Aguinaldo Ribeiro (PP). Galdino, apoiado por Ricardo Coutinho (PT), busca consolidar seu nome, mas reconhece a necessidade de apoio interno no Republicanos. Analistas apontam que as disputas refletem a força da base, mas alertam para o risco de fragmentação se o diálogo não prevalecer.